A Joana fez anos ontem. A Joana vive todo o ano um bocado fora de mão demais para um café, mas merece (mesmo) que eu aguente umas horas de comboio, o que aliás, já tinha ficado prometido.
Sempre que me lembro da Joana, lembro-me de sorrisos marotos e do sotaque de Viseu, que eu queria que ela tivesse, só pra poder gozar com ela. A Joana escreveu-me nos meus anos e eu tive de esperar 6 meses e 22 dias para poder dizer, num textinho parecido ao dela, que nesse dia fiquei mesmo feliz. A Joana é tão bonita que o sol vai nascer primeiro ao Porto, só para a ver pela manhã (eu sei que é verdade porque vejo sempre no helicopetero do trânsito do programa da manhã). A Joana é daquelas pessoas que têm uma divisão inteirinha só pra ela na casa da saudade.
Qualquer dia vamos viver prá mesma aldeia e vamos ser compadres.
